eLetras - baitaca eLetras - Site de letras de músicas (Top 20 Letras de baitaca) http://www.eletras.com.br/ Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 eLetras Gerador RSS 2.0 Letra História Do Tico Loco (Visitas: 185) http://www.eletras.com.br/baitaca/historia-do-tico-loco Conheci um tipo, apelidado de Tico<br> Gostava de meter o bico em baile, festa e carrera<br> Torto, careca, tipo grosso e tabacudo<br> Fedorento e cabeçudo e tudo levado a casqueira<br> <br> Analfabeto, mal vestido e sem valor<br> Metido a conquistador, apaixonado por fandango<br> Tomava um trago e depois que se embriagava<br> Pagava a entrada e entrava e já seguia esculhambando<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Que a mulherada promete te dar o fim<br> Tipo tarado, enxerga mulher já se avança<br> Vá pedi pro segurança agarrá o Tico pra mim<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Ache uma prenda que te tape de carinho<br> Tu reconheça que tem que criá respeito<br> Se continuar deste jeito tu vai acabar sozinho<br> <br> O Tico véio é desses criado em bombacha<br> Bebe um pouco e se emborracha e começa a fazer folia<br> Até nos quarto, Tico vem e Tico vai<br> E naquele entra e sai, incomoda até clariá o dia<br> <br> Num canto escuro que o segurança não viu<br> O bagaceira cuspiu nas pernas de uma senhora<br> Pois só Deus sabe a vergonha que eu passei<br> Embrabeci e me invoquei, tirei o Tico pra fora<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Vê se me entende, por incrível que pareça<br> Vi uma mulher gritar no meio do povo<br> Que se tu entrar de novo te dá um táio na cabeça<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Ache uma prenda que te tape de carinho<br> Tu reconheça que tem que criá respeito<br> Se continuar deste jeito tu vai acabar sozinho<br> <br> Lá pelas tantas o Tico se revoltou<br> Embrabeceu e levantou, tipo lacaio e fiasqueiro<br> Chamou o porteiro de beiçudo e boca-torta<br> Escarrou grosso na porta já loco pra entrar pra dentro<br> <br> Disse o porteiro, índio de muita coragem<br> Já falei com a patronagem, aqui tu não volta mais<br> Se revoltaram e fizeram-lhe um tempo quente<br> Cuidavam o Tico na frente e o Tico entrava por trás.<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Garra capricho e não me volta mais pra sala<br> Que eu já rezei pedindo perdão pra Cristo<br> Porque eu nunca tinha visto um tipo da tua igual<br> <br> Te acalma Tico, por favor te ajeita Tico<br> Ache uma prenda que te tape de carinho<br> Tu reconheça que tem que criá respeito<br> Se continuar deste jeito tu vai acabar sozinho<br> <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/historia-do-tico-loco">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - História Do Tico Loco) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/historia-do-tico-loco Letra A Evolução Me Entristece (Visitas: 120) http://www.eletras.com.br/baitaca/a-evolucao-me-entristece Minha cama, onde eu sesteio é o berço da tradição<br> Eu sou contra a evolução, preste atenção no que eu digo,<br> Conservo o sistema antigo e a nossa estampa campeira<br> Quem foi cria missioneira, segue essa estrada comigo<br> <br> Aonde eu abro esse meu peito quem canta pouco se afasta<br> O modernismo se entrega sob os meus pés ele se arrasta<br> Eu sou a bandeira do Rio Grande, sou missioneiro e me basta.<br> Os gaúchos, de hoje em dia, esqueceram o campeirismo<br> Se entregaram ao modernismo, estão perdendo o apego<br> Quando carneiam um borrego, cortam a pele pelo meio<br> Botam em cima dos arreios uma garra de pelego.<br> Gauchada do Rio Grande, vamos se unir mais um pouco<br> Não usem bombacha estreita porque isso é traje pra louco<br> E o chapéu muito pequeno só serve pra juntar coco.<br> <br> Tem jovem se destruindo e ainda pensa que é feliz<br> Respiram um pó no nariz já fica louco e se anseia<br> Bota uma argola na orelha que é pra enfeitar o esqueleto<br> Um silicone nos teto e um rabicó nas gadelha<br> <br> Tem magrinho esgualepado, pensa que agüenta o repuxo<br> Só calça tênis de marca e veste terno de luxo<br> Se traja uma vez por ano e se considera gaúcho<br> <br> Tem prendas no meu Rio Grande fugindo da nossa trilha<br> Bancando ser de família, usando roupa indecente<br> Só com uma tira na frente que um xucro vê e se apavora<br> Com quase tudo de fora não tem respeito que agüente<br> <br> Domingo no CTG se atraca no barifum<br> Mas quando é Segunda-feira bota um vestuário comum<br> E desfila mundo afora mostrando perna e bumbum <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/a-evolucao-me-entristece">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - A Evolução Me Entristece) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/a-evolucao-me-entristece Letra Dedo Inchado (Visitas: 108) http://www.eletras.com.br/baitaca/dedo-inchado Eu na campanha, pra matear, cedo eu levanto<br> Solito eu canto pra recordar meu passado<br> Eu tenho cruza de maragato e chimango<br> E num fandango eu me encontrava entreverado<br> Por ser cuiúdo eu me atraquei pedindo cancha<br> E uma pinguancha já se atirou pro meu lado<br> Meio careca, banguela e sem "sombranceia"<br> Próxima feia! Pior que carro desastrado<br> Me fiz de tonto e dancei de cabeça erguida<br> Provalecida me levava "chaquaiado"<br> Numa volteada bem num canto do salão<br> Ela me passou a mão<br> - Mas tu tá com o dedo inchado!<br> <br> Com esta chinoca se grudemo peito-a-peito<br> Com muito jeito eu fui mudando os passinhos<br> Disse pra ela: "Eu não posso dançar apertado<br> Tenha cuidado como o pobre do meu dedinho"<br> E a desgraçada fez de conta que não viu<br> Se distraiu e me agarrou devagarinho<br> Morto de dor o meu coração balançou<br> E ela falou: "Mas que dedo grosso e grandinho"<br> Respondi pra ela: "É só porque tá machucado<br> Mas quando está desinchado ele é bem pequenininho"<br> <br> De madrugada, na copa eu tava encostado<br> Estava cansado e o salão estava cheio<br> E uma mulher lindaça que nem potranca<br> "Flouxou" as ancas e se reborqueando se veio<br> no meu ouvido ela cochichou em segredo<br> - Tapa teu dedo porque isso fica feio<br> Eu olhei firme e percebi que a malvada<br> Era safada e entendia do timoneio<br> Me dá que eu guardo debaixo do meu vestido<br> Pro meu querido não te olhar de revesgueio<br> Nós agarrado e não é que a "desgracida"<br> Deu-lhe uma retorcida que quase quebrou no meio<br> <br> Último verso, quero "deslindá o retovo"<br> Que é pro meu povo não "compreendê" nada errado<br> Explico certo pra não causar ignorância<br> Eu numa estância, eu trabalho de empregado<br> E um certo dia um chimbo comigo rodou<br> Já se planchou e eu cai desajeitado<br> Chamei na espora e o desgraçado levantou<br> Mas me deixou com o dedo todo esculhambado<br> Sendo preciso, eu dou o patrão de testemunha<br> Só nunca mais criou unha cabeçudo e retovado <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/dedo-inchado">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Dedo Inchado) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/dedo-inchado Letra Domador Ventena (Visitas: 105) http://www.eletras.com.br/baitaca/domador-ventena No embalo deste xote galponeiro<br> Quero prestar uma homenagem<br> A todos os domadores<br> Deste meu Brasil gigante, tche!<br> <br> Nosso Rio Grande é capital do domador<br> Sou trovador e defendo esta profissão<br> Só tem a crina e o palanque de sinueiro<br> Sei muntá nu puro pêlo, sem basto e sem pelegão<br> <br> Boto o buçal e a gueixa sai corcoveando<br> Chega a ir orneando, credo em cruz, virgem maria<br> Finca-lhe a espora que inté chega dá um estouro<br> E arranca lasca de couro da paleta e da viria.<br> <br> Levanta tonta e o peão muntá de novo<br> Não tem retovo pra um ginete macanudo<br> Cabo de mango serve de alfafa pra ela<br> Finca a espora na costela e atora osso e tudo<br> <br> Um peão de estância estropiado de serviço<br> Garra por vício de domar égua aporreada<br> Salta pro lombo e se manda campo fora<br> Só se ouve o tinir da espora no fundo de uma<br> invernada<br> <br> Dá-lhe um gritito, te ajeita bagual crinudo<br> Chino beiçudo desce ladeira e peral<br> Diz o peão véio, tu te mexe e eu me mexo<br> Hoje eu te puxo do queixo te quebro a cabeça a pau<br> <br> Um aporreado veiaqueando é coisa feia<br> Puxa as oreia e não faz conta do bocal<br> Baxa a cabeça e esquece inté da manada<br> E vai abrindo picada no meio do macegal<br> <br> Dali um poquito o bagual vai se acalmando<br> Vai se entregando já cansado que dá pena<br> Esmurecido de tanta espora e mangaço<br> Mas reconheceu o braço de um domador ventena<br> <br> Eu sabia que tu te entregava, aporreado véio <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/domador-ventena">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Domador Ventena) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/domador-ventena Letra Do Fundo Da Grota (Visitas: 105) http://www.eletras.com.br/baitaca/do-fundo-da-grota Fui criado na campanha<br> Em rancho de barro e capim<br> Por isso é que eu canto assim<br> Pra relembrá meu passado<br> Eu me criei arremendado<br> Dormindo pelos galpão<br> Perto de um fogo de chão<br> Com os cabelo enfumaçado<br> <br> Quando ronca a estrela Dalva<br> Aquento a chaleira<br> Já quase no clariá o dia<br> Meu pingo de arreio<br> Relincha na estrevaria<br> Enquanto uma saracura<br> Vai cantando empulerada<br> <br> Escuto o grito do sorro<br> E lá no piquete<br> Relincha o potro tordilho<br> Na boca da noite<br> Me aparece um zorrilho<br> Vem mijá perto de casa<br> Pra inticá com a cachorrada<br> <br> Numa cama de pelego<br> Me acordo de madrugada<br> Escuto uma mão pelada<br> Acoando no banhadal<br> Eu me criei xucro e bagual<br> Honrando o sistema antigo<br> Comendo feijão mexido<br> Com pouca graxa e sem sal<br> <br> Quando ronca e estrela Dalva...<br> <br> Escuto o grito do sorro<br> E lá no piquete<br> Relincha o potro tordilho<br> Na boca da noite<br> Me aparece um zorrilho<br> Vem mijá perto de casa<br> Pra inticá com a guaipecada<br> <br> Tô formando um alambrado<br> Na beira de um corredor<br> No cabo de um socador<br> Quas mão rodeada de calo<br> No meu mango eu dou de estalo<br> E sigo a minha campeirada<br> E ma perdiz ressabiada<br> Voa e me espanta o cavalo<br> <br> Quando ronca e estrela Dalva<br> <br> Lá no canto do capão<br> O assoviar de um nambú<br> Numa trincheira o jacú<br> Grita o sabiá nas pitanga<br> E bem na costa da sanga<br> Berra a vaca e o bezerro<br> No barulho dos cincerro<br> Eu encontro os bois de canga<br> <br> Quando ronca e estrela Dalva <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/do-fundo-da-grota">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Do Fundo Da Grota) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/do-fundo-da-grota Letra Versos Chucros (Visitas: 102) http://www.eletras.com.br/baitaca/versos-chucros Meu verso é cheiro de terra<br> Do galpão e da mangueira<br> E o meu talento é a tronquera<br> Que o papai do céu me deu<br> Não vai nascer, nem nasceu<br> Não vai ter, nem tem herdeiro<br> E neste peito missioneiro<br> O chucrismo não morreu<br> <br> Meu verso é chucro e bagual<br> É o que o meu povo diz<br> Que eu arranquei com raiz<br> Com torrão e com barranco<br> Mas meu verso é muito franco<br> Embora tenha defeito<br> Meu verso é torto e direito<br> Por isso eu largo no tranco<br> <br> Meu verso as vezes sai peludo<br> Com casca e ponta de arame<br> Pois talvez alguém reclame<br> Que o verso não é social<br> E que o poeta é bagual<br> Já nasceu de queixo roxo<br> Se criou troteando frouxo<br> E não conhece bocal<br> <br> Meus versos as vez sai torcido<br> E outras vez sai trançado<br> Pelo grosso ou pelechado<br> Gateado e as vezes sai mouro<br> Tem risco de aspa de touro<br> Cruzada de refilão<br> Meu verso tem arranhão<br> Tem calo e garra de potro<br> Meu verso as vezes sai ponteado<br> Com lonca de couro cru<br> Da papada do zebu<br> Que é grossa por natureza<br> O meu verso tem franqueza<br> De contar o que converso<br> Por isso eu e meu verso<br> Não encontramos tristeza<br> <br> Meu verso tem maçaroca<br> Meu verso é cheio de nó<br> Entreverado no pó<br> Que se levanta da estrada<br> De quando passa a boiada<br> Numa tropa ou na carreta<br> É chio de chaleira preta<br> E tem cheiro de carne assada<br> <br> Meu verso retrata a cuia<br> De chimarrão de erva boa<br> Numa tarde de garoa<br> No mês de agosto agourento<br> Meu verso guarda o lamento<br> Da cordiona voz trocada<br> É sapecado da geada<br> Que se levanta com o vento<br> <br> Meu verso é a própria faísca<br> Do guarda fogo de angico<br> Meu verso tem tanto e pico<br> Tem cinza, tem picumã<br> Meu verso tem crina e lã<br> Meu verso é cheio de rastro<br> E tem o cheiro do pasto<br> No varjedo do Manuã <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/versos-chucros">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Versos Chucros) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/versos-chucros Letra Cordeona Veia (Visitas: 80) http://www.eletras.com.br/baitaca/cordeona-veia Cordeona veia judiada<br> Dos fandangos que tocou<br> Lembranca e poeira de estrada<br> Dentro do fole guardou<br> Quando te escuto se abrindo<br> Te despertando a memoria<br> Se terminarem os fandangos<br> Teu nome fica na historia<br> <br> Muitos fandangos animados<br> Nesta patria redomona<br> Nao vem me dizer que eh taura<br> Quem nao gostar de cordeona<br> <br> Ja ta com teclado gasto<br> Voz fraca, desafinada<br> As alcas ja arreberntaram<br> Nao tem cor ta desbotada<br> Em bochincho de campanha<br> Assistiu muito entrevero<br> E hoje com o fole furado<br> Sopra o rosto do gaiteiro<br> <br> Muitos fandangos animados<br> Nesta patria redomona<br> Nao me diga que e gaucho<br> Quem nao gostar de cordeona<br> <br> Acompanho em "mi maior"<br> Trovadores de talento<br> Fez costados a pajeadores<br> Em rancho de acampamentos<br> Muitos concursos de chula<br> Acompanhou num floreio<br> Em bailes de ctg<br> Em barracas de rodeio<br> <br> Cordeona veia de ti<br> Sei que o rio grande se orgulha<br> Muitas noites sem dormir<br> Tivemos em varias tertulias<br> Em festancas de casorio<br> Muitas vezes voce se abriu<br> E ate mesmo em velorios<br> Se colegas que partiu<br> <br> Muitos fandangos animados<br> Nesta patria redomona<br> Nao me diga que e gaucho<br> Quem nao gostar de cordeona <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/cordeona-veia">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Cordeona Veia) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/cordeona-veia Letra Baile De Bugio (Visitas: 79) http://www.eletras.com.br/baitaca/baile-de-bugio Certa feita ganhei um convite<br> Meio sem limite, pra ir num fandango<br> Me trajei de bombacha e guaiaca<br> De revólver e faca; lenço, espora e mango<br> Encilhei o meu pingo aragano<br> E, por ser veterano, pra lá fui chegando<br> Só escutava barulho de bota<br> E quando olhei na porta<br> Era bugiu dançando<br> <br> Perguntei pra evitar o cambicho<br> Se em baile de bicho se pegava entrada<br> Ele disse, quem manda sou eu!<br> E já me respondeu que não pagava nada<br> Só este baile tem que ser direito<br> Com todo o respeito até clarear o dia<br> Mas porém eu te faço um pedido<br> - Aqui é proibido apertar bugia!<br> <br> O fandango era bem animado<br> Num bugiu largado de gaita e violão<br> Este baile me deu pouca renda<br> Fui tirar uma prenda e levei um carão<br> Dei-lhe um tapa na pobre bugia<br> Começou a folia e findou a brincadeira<br> Era tapa, coice e garrafaço<br> Facada e balaço, bordoada e rasteira<br> <br> Fui dar um passo e me "inlhei" nos tamancos<br> E já no "ferro branco" me senti cortado<br> Eu no meio daquele sufoco<br> Já com o meu corpo todo ensangüentado<br> Era adaga, facão e porrete<br> Pedrada e cacete naquele extravio<br> Nem que tenha churrasco no espeto<br> Nunca mais me meto em baile de bugiu <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/baile-de-bugio">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Baile De Bugio) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/baile-de-bugio Letra Bugio Lacaio (Visitas: 78) http://www.eletras.com.br/baitaca/bugio-lacaio Certa vez, pra um baile eu fui convidado<br> Entrei no fangando de chapéu tapiado<br> Quando olhei num canto, um bicho oitavado<br> Com a adaga na mão e um trinta embalado<br> <br> Falei pro porteiro: quem é esse safado?<br> Já me respondeu num gesto assustado<br> Te cuida vivente, saia lá prum lado<br> Porque este bicho aqui é respeitado<br> <br> Falei pro danado sair do salão<br> Já me respondeu pra fora eu não saio<br> E prendeu-lhe a adaga e se eu não saio fora<br> Tinha me atorado, que bicho lacaio<br> <br> O bicho safado seguiu na anarquia<br> No meio do povo gritava e corria<br> Invadiu o palco e cantou de aprofia<br> Nas caixas de som, subia e descia<br> <br> Já de madrugada no romper do dia<br> Pegou uma de canha e num canto bebia<br> Com a mão direita empinava a cachaça<br> E com a mão canhota mãozeava as guria<br> <br> Falei pro danado sair do salão<br> Já me respondeu pra fora eu não saio<br> Dançando borracho, derrubando a roupa<br> Eu nunca vi no mundo outro bicho lacaio<br> <br> Que bicho matreiro e de raça gaviona<br> Foi no meu cavalo e cortou minha carona<br> Já furou de adaga minhas botas de lona<br> Cruzou pelo fogo e virou minha cambona<br> <br> Entrou no salão, mexeu com a minha dona<br> Foi botando freio em china redomona<br> Torceu o bigode, tapiou o chapéu<br> Puxou dos talher e partiu minha sanfona<br> <br> Falei pro danado sair do salão<br> Já me respondeu pra fora eu não saio<br> Que bicho bagaço e de pouca moral<br> Cortô minha cordeona este bugio lacaio <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/bugio-lacaio">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Bugio Lacaio) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/bugio-lacaio Letra Bagual Sem Freio (Visitas: 78) http://www.eletras.com.br/baitaca/bagual-sem-freio De crina e cola aparada<br> Sai rebolhando o toco<br> Jeito de guapo e de louco<br> Para cantar pro meu povo<br> Comigo não tem retovo<br> Isso é um Dom que Deus me deu<br> E pra ser bagual que nem eu<br> É só que eu nasça de novo<br> <br> A trotesito em me vou<br> Entre coxilha e canhada<br> Eu nunca tive invernada<br> Por mais distante que eu ande<br> Meu verso xucro me expande<br> E um pensamento me resta<br> Que todo bagual que presta<br> É cria do meu Rio Grande<br> <br> Nos campos do meu Rio Grande<br> O meu lombo não se arca<br> Sou sem bocal e sem marca<br> Trouxe de berço esta sina<br> Na minha terra sulina<br> Eu passo noites de ronda<br> Patudo e anca redonda<br> Com maçaroca na crina<br> <br> Eu cruzo serra e fronteira<br> Vou até no litoral<br> Sem maneia e sem buçal<br> Sem nenhum tento de arreio<br> Em campo em que eu pastoreio<br> Erva braba não me mata<br> Por eu ser solto das patas<br> Me chamam bagual sem freio <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/bagual-sem-freio">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Bagual Sem Freio) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/bagual-sem-freio Letra Chineiro E Dançador (Visitas: 73) http://www.eletras.com.br/baitaca/chineiro-e-dancador Quando eu saio pra um surungo eu traquejo bem as melena<br> Dou uma afiada nas chilenas pra cutucar meu matungo<br> Dou-lhe boca no peludo, a distância pouco me importa<br> Depois de eu sair, só volto quando terminar o surungo<br> <br> Frouxo o arreio do pingo e tomo um trago de cachaça<br> Saio torcendo a carcaça numa vaneira baguala<br> Com a mais linda da sala, pode ser loira ou morena<br> Enquanto as minhas chilenas me mordem as franjas do pala<br> <br> Num rancho de chão batido, coberto de santa-fé<br> Bombacha varrendo o chão tapando a ponta do pé<br> O salão tapa de poeira e eu rodeado de mulher<br> <br> O palanque da ramada eu deixo amarrado o meu baio<br> Me carrega quando eu saio e não tem pressa quando eu venho<br> No amor me desempenho, por china que eu considero<br> Não tenho todas que eu quero mas amo todas que eu tenho<br> <br> Saio na boca da noite, volto de manhã bem cedo<br> No meio do mulheredo, qualquer um chineiro se arrisca<br> Quem não arrisca não petisca pois sei que o amor é um jogo<br> Mulher que não pega fogo eu faço saltar faísca<br> <br> Quando ronca uma cordeona, meu cavalo murcha a orelha<br> Na casa da luz vermelha ele se empaca e não passa<br> Com duas chinas lindaças saio tentiando o retoço<br> Uma me morde o pescoço outra belisca e me amassa<br> <br> E eu me viro num capeta no meio da mulherada<br> Umas dançando pelada esbanjando formosura<br> Rebolam que é uma loucura que a gente nem se governa<br> Enxergando um par de perna mais grossa do que a cintura<br> <br> Por lá o cambicho se "apluma"<br> Vamo até o romper da aurora<br> Retoço de uma por uma<br> E depois me cambeio embora <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/chineiro-e-dancador">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Chineiro E Dançador) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/chineiro-e-dancador Letra Honra Missioneira (Visitas: 71) http://www.eletras.com.br/baitaca/honra-missioneira Sou caudilho missioneiro<br> Que a pampa xucra pariu<br> Meu verso sai de arrepio<br> E o meu talento eu espalho<br> Numa castração a "maio"<br> Que um touro xucro da um berro<br> Sou tronqueira de pau-ferro<br> Nem com mau tempo eu não caio<br> <br> Nasci xucro e vivo xucro<br> Do verso xucro eu não deixo<br> Sou bagual, sou cru dos queixos<br> Que canto com muita fé<br> Meus versos dizem o que é<br> A estampa de um galponeiro<br> Brotei do chão missioneiro<br> Aonda peleava o Sepé<br> <br> A honra de missioneiro<br> Trago na alma entranhada<br> Dormindo à beira da estrada<br> Seja em pelego ou macega<br> Quando um guerreiro se pega<br> Pra defender o seu chão<br> Embora sem munição<br> Um bom caudilho não se entrega<br> <br> Sem desfazer em outros pagos<br> Que há muito eu já percorri<br> Por isso eu canto pra ti<br> Meus versos, xucro e fiel<br> Eu desempenho o papel<br> Neste meu pampa sulino<br> Ouço a pancada do sino<br> Das ruínas de São Miguel <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/honra-missioneira">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Honra Missioneira) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/honra-missioneira Letra Campeiro que Canta Triste (Visitas: 69) http://www.eletras.com.br/baitaca/campeiro-que-canta-triste Olhei um resto de campo e escrevi esta canção<br> O que me faz cantar triste é esta destruição<br> Tão acabando nossos campos,estão arando nosso chão<br> E quando eu canto me arrepia e me dói no coração<br> Tão destruindo nossos campos,sou campeiro das missões<br> Meu peito é forte e resiste,mas é por estas razões que um campeiro canta triste<br> Os mato grande da estância já estã otudo derrubado<br> Onde eu comia guavirova e ariticum e procurava gado alçado<br> As nossas casas selvagens já não existe mais nada<br> Bicho de pelo e de pena tão morrendo nas lavoura invenenada<br> Tão destruindo nossos campos,sou campeiro das missões<br> Meu peito é forte e resiste,mas é por estas razões que um campeiro canta triste<br> Estância grande são poucas,tão repartida em piquete<br> Os domadores tão mudados,existem poucos ginetes<br> Já não golpeiam mais no queixo potranca chucra ou bagual<br> Tão estragando os cavalos com esta doma racional<br> Tão destruindo nossos campos,sou campeiro das missões<br> Meu peito é forte e resiste,mas é por estas razões que um campeiro canta triste<br> A agricultura tá acabando com a parte financeira desse povo<br> Este meu verso é um apelo pra que voltem para a pecuária de novo<br> Pois o meu canto é realidade,é cerne de cabriúva<br> Gado não seca com o sol,meu patrão nem apodrece com a chuva <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/campeiro-que-canta-triste">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Campeiro que Canta Triste) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/campeiro-que-canta-triste Letra Batendo matraca (Visitas: 65) http://www.eletras.com.br/baitaca/batendo-matraca "O toque tá bonito pra bater matraca, parceiro".<br> <br> Foi depois de um retosso, num surungo crenudo<br> Lá me fui macanudo, nem o diabo me ataca<br> Da minha guampa algum trago pra esquentá a garganta<br> Na garupa percanta, vou batendo matraca<br> Eu já meio floreado, laçado a meia esparda<br> Mas pra mim pouco importa, tamanho da ressaca<br> Apertando a tibúrcia, iguar queijo no cincho<br> Desdobrando o bochincho, vou batendo matraca<br> <br> Batendo matraca, me voi estrada afora<br> Retinindo as esporas no tranco do mouro<br> Cantando as vanera do baile da esquina<br> Do cheiro da china, mas bah companheiro<br> grudadito no couro<br> <br> "Batendo matraca, fui dando bote, que nem gambá nas galinhas"<br> <br> Se arrastou pro meu rancho, pra ela fiz a proposta<br> Vem cumê cosa grossa, sarabuia e mandioca<br> Num fundo de campo, o lugar é um capricho<br> Pra morar e criar bicho, pra tí, bater matraca<br> Admiro a coragem, de uma china gaudéria<br> Arresorvida e séria, que de um macho se atraca<br> Lá se vai na garupa, dum xirú macanudo<br> Desses peão bem cuiúdo, batendo matraca<br> <br> Batendo matraca, me voi estrada afora<br> Retinindo as esporas no tranco do mouro<br> Cantando as vanera do baile da esquina<br> Do cheiro da china, cosa buena, tchê<br> grudadito no couro<br> <br> " De quando em vez, dou uma volta na macega, dou-lhe um beijo num cantil de cabreúva de primeira. E pra tirar o cheiro da cachaça de barril, mastigo bem uma fôia de pitangueira, esvazio a bexiga trato um pente na gadeia, xirú veterano sabe o carrero das paca.Vorto pra sala atuacola numa dança enrrolado nas trança, vamo batendo matraca".<br> <br> Se deu isso comigo, num surungo da esquina<br> Fim do baile uma china, na minha frente se empaca<br> A tirei da garupa, do meu mouro carancho<br> Foi comigo pro rancho, pra bater as matraca<br> <br> Me boleei lá no rancho, no rincão do sossêgo<br> Fui resvalando os pelêgos e afrouxando a guaiaca<br> Me grudei no perquete, que já estava incendiando<br> No borraio rolando, fomo batendo matraca. <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/batendo-matraca">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Batendo matraca) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/batendo-matraca Letra De Tudo Um Pouco (Visitas: 64) http://www.eletras.com.br/baitaca/de-tudo-um-pouco Quebrô minha adaga, to peleando só co toco<br> De tudo um pouco me agarro de unha e dente<br> Sô missioneiro, homem xucro e retovado<br> Faço o passado se acoierá com o presente<br> <br> Nas minhas andanças, trago as melena engraxada<br> Bota empoeirada da braba lida campeira<br> Meu tirador tá véio, quase em pedaço<br> De manotaço de égua xucra e carboteira<br> <br> De noitezito eu meto-lhe um trago no peito<br> E já me deito no pelego sobre o chão<br> Minha companheira é a noite escura estrelada<br> De madrugada faço fogo no galpão<br> <br> Rancho de barro, feito no sistema antigo<br> E o cusco amigo latindo no parapeito<br> Chaleira preta e um porongo bem cevado<br> Chapéu tapeado como um sinal de respeito<br> <br> O meu passado nunca me sai da lembrança<br> Desde criança tenho a vida complicada<br> De dia por dia virando cerro de arado<br> Escuiambado de puxá o cabo da enxada<br> <br> Minhas verdades hoje eu revelo cantando<br> Cresci brincando nas costa do Riguati<br> Uruguaiana, eu trabalhava o mês inteiro<br> De peão campeneiro na estância de Indaí<br> <br> E quando eu chego nas bailantas de Domingo<br> Ato meu pingo debaixo de um cinamão<br> Desde guri eu gostei muito de surungo<br> E dum resmungo de cordeona de botão<br> <br> E quando enxergo uma chinoca se assanhando<br> Me provocando pra dançar, eu já convido<br> Sendo solteira, ela se acampa nos meus braços<br> Se for casada, se disquita com marido. <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/de-tudo-um-pouco">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - De Tudo Um Pouco) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/de-tudo-um-pouco Letra Missioneiro Extraviado (Visitas: 64) http://www.eletras.com.br/baitaca/missioneiro-extraviado Trago cinza nas melena<br> E o picumã do galpão<br> Minha cama é o próprio chão<br> E o céu azul é meu manto<br> Abro meu peito e garanto<br> Que o silêncio se apavora<br> E se manda campo afora<br> Ao escutar o meu canto<br> <br> E eu me criei rolando ao mundo<br> E não tenho morada certa<br> Mas sendo guapo, não se aperta<br> Quando uma raça se expande<br> Não existe quem me mande<br> Sou xucro, sou caborteiro<br> Sou cria de missioneiro<br> Que me extraviei no Rio Grande<br> <br> Solto das patas, vivo longe da querência<br> Cumpro a existência, honro a estampa de campeiro<br> Sou bem largado, sacrifício eu não renego<br> Morro seco e não me entrego<br> Sou cria de missioneiro<br> <br> Por isso hoje, no mundo ando extraviado<br> Sou mal domado que nem potro redomão<br> Inda recordo dos campos brancos de geada<br> Saltando de madrugada pra tomá meu chimarrão<br> <br> Na minha alma trago o tinido da espora<br> Como lá fora taureando com a judiaria<br> Não me aborreço com esta minha vida esquisita<br> Eu saio de tardezita só volto no clariá o dia<br> <br> Faço bem claro pra que todos me compreendam<br> Também entendam o sofrimento de peão<br> Caindo a noite, deito e não tenho sossego<br> Da grama faço pelego e do mundo faço galpão<br> <br> Levo na mala um pouco do revirado<br> Braço lotado pra pode enxaguá meu peito<br> Na minha gibeira sempre sobra algum vintém<br> Seja mal ou meio bem eu vivo de qualquer jeito<br> <br> No meu Rio Grande, cavalgo de peito aberto<br> Pois é de certo que eu nasci pra gauderiá<br> Vivo cantando com este dom que Deus me deu<br> E afinal, o mundo é meu e não me importa onde andá <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/missioneiro-extraviado">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Missioneiro Extraviado) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/missioneiro-extraviado Letra Bailanta Da Boneca (Visitas: 63) http://www.eletras.com.br/baitaca/bailanta-da-boneca Certa vez fui num fandango<br> Que deu a maior folia<br> Na grota rei do facão<br> No salão do Zé Maria<br> E o sanfoneiro do baile<br> Era o tal Chico Forquilha<br> E as mulher de minissaia<br> Aparecendo as virilha<br> E eu levei um companheiro<br> Dos bagaceira em quantia<br> Lá pelas tantas da noite<br> O tipo apelou pra anarquia<br> Dançava metendo a mão<br> Nas boneca das guria<br> <br> Eu saí me chacoalhando<br> Com a filha do Zé Grandão<br> Enquanto o meu companheiro<br> Tava levando um carão<br> Por causa deste lacraio<br> Eu levei um empurrão<br> E o Chico oitavou-lhe o corpo<br> E me prendeu-lhe o facão<br> E eu fui dá uma rebatida<br> E derrubou a adaga da mão<br> Me batiam pior que bicho<br> E eu rolando no salão<br> E uma mulher se desastra<br> No meio da confusão<br> Rasgou a saia na frente<br> Ficou preta a situação<br> E eu debaixo do mau tempo<br> Mas também meti a mão<br> <br> E se eu não juntasse a daga<br> Tinha me levado a breca<br> Zé Grande me deu-lhe um tiro<br> Que quase que me sapeca<br> E eu entertido na briga<br> Inda escutava uma seca<br> Pois era o meu companheiro<br> Com essa tal filha do Zeca<br> Que arrastou lá pra cozinha<br> Quis lhe fazer de peteca<br> Imprensou ela contra um canto<br> E metia a mão na boneca<br> <br> E eu tapado de vergonha<br> Parecia um pesadelo<br> Me fui pro lado da copa<br> Pra comprar uns caramelo<br> Me atiraram uma garrafa<br> Me quebraram um tornozelo<br> E o mulherio disparou<br> Pior que trote de camelo<br> Sobrou só uma num canto<br> Essa eu vou levar de sinuelo<br> Ela também disparou<br> Corrida de arrepiar o pêlo<br> Meti-lhe a mão na boneca<br> E arranquei todos cabelos<br> <br> E eu fui e disse pra prenda:<br> " Tu não conhece o artigo<br> a boneca, tu leva embora<br> as crina, fica comigo" <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/bailanta-da-boneca">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Bailanta Da Boneca) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/bailanta-da-boneca Letra Meu Rio Grande É Deste Jeito (Visitas: 63) http://www.eletras.com.br/baitaca/meu-rio-grande-e-deste-jeito A estrela Dalva apontada e faceira<br> Pego a chaleira e boto em cima do braseiro<br> Nasci na grota e com essa vida me acostumo<br> Corto meu fumo e vou fechando meu paieiro<br> <br> Nas laranjeiras, escuto a coruja gritando<br> E eu vou cantando um verso xucro e galponeiro<br> No clariá o dia eu dou mio pro meu cavalo<br> Enquanto o galo abre a güela no puleiro<br> <br> No meu Rio Grande quem chega se sente bem<br> Fartura tem e a miséria não se assanha<br> Já come um pouco de puchero amanhecido<br> Feijão mexido meio encharcado na banha<br> <br> Sábado à tarde me trajo e bota chilena<br> Lavo as melena pra um bochicho de campanha<br> Domingo cedo, sentado conto proeza<br> E de tarde espanto a tristeza<br> Golpeando um trago de canha<br> <br> O graxaim grita no alto da serra<br> E o touro berra lá no fundo da invernada<br> E o peão campeiro dá-lhe um piaio macanudo<br> Enquanto um cuiudo vai retoçando a manada<br> <br> Encilha um potro de lombo duro e baldoso<br> Já arrasta o toso numa grande serenata<br> E o peão caseiro sapeca o bago de touro<br> De alpargata de couro e bombachita remendada<br> <br> Meu pago xucro de muita hospitalidade<br> De honestidade, da verdade e do respeito<br> De canha pura e também do pingo encilhado<br> Ando pichado, lenço batendo no peito<br> <br> Festa campeira quase sempre estou no meio<br> E no rodeio estendo os pelego e me deito<br> Pra me mudá é so mesmo que o mundo acabe<br> Já expliquei pra quem não sabe<br> No Rio Grande é deste jeito <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/meu-rio-grande-e-deste-jeito">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Meu Rio Grande É Deste Jeito) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/meu-rio-grande-e-deste-jeito Letra Reformando a Muié Véia (Visitas: 58) http://www.eletras.com.br/baitaca/reformando-a-muie-veia Reformando a Muié Véia<br> <br> Seu dotor me dê licença,hoje eu vim pra consurtá<br> Minha muié veia istrago,eu te truce pra reformá<br> As peças que já se foram, dotor tu tem que trocá<br> Faça a reforma bem feita que eu te pago o que custá<br> <br> Seu dotor eu lhe garanto que machorra ela não é<br> Não prestô pra pari macho, só pariu fia muié<br> <br> Já ganhou quatro menina,mas não se cansa de insisti,<br> Toda veiz que me convida, tô sempre pronto pra ir<br> Se é fraqueza é na buchada, dotor tu vai decidi<br> Que eu vou continuá lutano, pra vê se eu faço um guri<br> <br> Seu dotor eu lhe garanto que machorra ela não é<br> Não prestô pra pari macho, só pariu fia muié<br> <br> É uma magreza tamanha, que é só prenha pra engordá<br> A boca de cumê bóia, acho que tem que agrandá<br> Outra coisa que eu te peço, nem que tenha que operá<br> Tem que deixá mais pequena a pecinha de ocupá<br> <br> Seu dotor eu lhe garanto que machorra ela não é<br> Não prestô pra pari macho, só pariu fia muié<br> <br> Seu dotor tô indo embora, pela faixa federal<br> Me discurpi se eu sou grosso, um índio xucro e bagual<br> Seu dotor eu lhe garanto, que eu tô cheio de alegria<br> Por deixá minha muié véia, bem do jeito que eu queria<br> <br> Seu dotor bem que eu te disse, femenista ela não é<br> Só veio me pari macho, depois de quatro muié<br> Ta cada veiz mais bonita, e eu forte pior de que um potro<br> E a situação invertiu, ganha um macho atrais do outro <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/reformando-a-muie-veia">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - Reformando a Muié Véia) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/reformando-a-muie-veia Letra O Novo Encontro Com O Tico (Visitas: 57) http://www.eletras.com.br/baitaca/o-novo-encontro-com-o-tico Num verso xucro para o meu povo eu explico<br> De novo encontrei o Tico e dei risada a reviria<br> Eu percebi que o Tico não tem mais jeito<br> Cada vez mais sem respeito e vive fazendo folia<br> <br> Sem serventia tipo à toa e bagaceiro<br> Vive fazendo besteira e conversando abobrinha<br> Encontrei ele numa dança abagualada<br> Com a sua namorada por apelido bolinha<br> <br> E a mulher que o Tico tinha cuspido<br> Já deu-lhe um nó no vestido e começou a complicar<br> Parou na porta de revolve e de facão<br> Tava cheia de razão, não deixava o Tico entrar<br> <br> Pensei comigo eu vou terminar com essa briga<br> Porque sou da moda antiga e covardia eu não agüento<br> Disse pra ela, senhora se acalme um pouco<br> E num jeitão meio de louco, eu botei o Tico pra dentro<br> <br> E o segurança que tipo provalecido<br> Chamou o Tico de fidido e perguntou se não gostou<br> Dali um poquito lhe veio lá da cozinha<br> Meteu a mão na bolinha e o Tico se alevantou<br> <br> Se discutiram os dois teimoso e bicudo<br> E saíram quebrando tudo numa bagunça formada<br> Os três brigando e rolando sem atrapalho<br> E a bolinha dava de taio e o Tico de cabeçada<br> <br> E o porteiro dando uma de machão<br> Gritou alto no salão, disse: hoje eu vou te quebrar o bico<br> Num tiroteio de clarear fogo na sala<br> Não é que pega uma bala bem na cabeça do Tico<br> <br> Ele morreu e fumo velá lá em Osório<br> Fiquei junto no velório até que chegasse o fim<br> E a noiva dele amanheceu se clamando<br> E me pediu meia chorando enterra o Tico pra mim <br> <br><br><b>Leia a letra no site, <a href="http://www.eletras.com.br/baitaca/o-novo-encontro-com-o-tico">clique aqui.<b></a> contato@eletras.com.br (Baitaca - O Novo Encontro Com O Tico) Thu, 10 Jul 2014 09:05:48 +0100 http://www.eletras.com.br/baitaca/o-novo-encontro-com-o-tico